quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sociedade de Consumidores


      A Sociedade de consumidores relata um tipo de sociedade que interpela seus membros, ou seja, dirige-se a eles, os saúda, apela a eles questiona-os, mas também os interrompe e 'irrompe sobre' eles, basicamente na condição de sonsumidores.
    
     A sociedade de consumidores, em outras palavras, representa o tipo de sociedade que promove, encoraja ou reforça a escolha de um estilho de vida e uma estratégia existencial consumistas, e rejeita todas as opções culturais alternativas. Uma sociedade em que se adaptar aos preceitos da cultura de consumo e segui-los estritamente é, para todos os fins e propósitos práticos, a única escolha aprovada de maneira incondicional.
 Consumir, por tanto, significa investir na afiliação social de sí próprio, o que, numa sociedade de consumidores, traduz-se em vendabilidade.

    Os membros da sociedade de consumidores são eles próprios mercadorias de consumo, e é a qualidade de ser uma mercadoria de consumo que os torna membros autênticos dessa sociedade. Torna-se e continuar sendo uma mercadoria vendável é o mais poderoso motivo de preocupação do consumidor, mesmo que em geral latente e quase nunca consciente. É por seu poder de aumentar o preço de mercado do consumidor que se costuma avaliar a atratividade dos bens de consumo, os atuais ou pontenciais objetivos de desejo dos consumidores que desencadeiam as ações de consumo.

    Para fazer parte desta sociedade, é preciso ser consumidor por vocação e o consumo passa a ser um guia das escolhas aparentemente livres, mas em si carregadas de conteúdos pré determinados. Não há distinção de classes, gêneros ou idade. Todos precisam gastar (consumir) para manterem-se posições socialmente aceitas.
  
    Qual a diferença dessa situação para a sociedade de consumo de hoje? O que a torna uma novidade histórica, não é o fato do consumo, nem do “consumismo”. É o fato de que nossa sociedade, mais do que nunca, não é uma sociedade “de consumo”. É uma sociedade de produção. Os meios tecnológicos para a produção em massa se tornaram tão eficientes, tão “racionais” no sentido estritamente econômico do termo, que simplesmente as coisas ficaram baratas demais. O consumismo existe, em primeiro lugar, porque se tornou muito mais possível consumir.

   Criamos um espaço em que se convencionou associar a aquisição de mercadorias e bens de consumo a status e felicidade. Nossas necessidades, cada vez em maior número e cada vez mais necessárias, pelo menos no que se convencionou como necessidades ‘básicas’, condicionam a um determinando padrão de vida, que passa a diferenciar as pessoas pelo que elas têm, pelo que elas usam.

  O assunto não se esgota, que seja sempre possível a reflexão. Não temos verdades, mas apenas uma inquietação sobre o tema. Suspeitamos que tenhamos nos tornado mercadoria da sociedade de consumo, pois ela dita as regras e passamos a cumprir.

Alice Alfaro e Candice Mollona

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Reflexão do filme - Ponto de Mutação

PONTO DE MUTAÇÃO
            
            O filme trata de muitas questões que levam o ser humano a questionar sua existência, os acontecimentos, o passado e o futuro dentro do próprio presente, nesse encontro com pessoas completamente diferentes e olhares distintos a partir de suas percepções. Nos é mostrado o quanto o ser humano se debate e é inquieto por seu próprios questionamentos, em umas das afirmações ouvimos que “nenhum santo sustenta-se só” observo aqui a necessidade de fé do homem de acreditar em algo que lhe seja superior espiritualmente e  onde ele possa colocar seus anseios e necessidades, onde em algum momento por determinada situação ele pode se mostrar com fragilidade diante dessa superioridade. O homem tem a necessidade de não estar só “nenhum homem é uma ilha” quantas conquistas vividas por nós hoje que só puderam ser descoberta por grupos de pesquisadores, cientistas, a socialização faz parte da necessidade do ser humano se constituir como indivíduo, “ser ou não ser” o ser humano tem o livre arbítrio para tomar suas decisões e ver que sua vida são o resultado das próprias decisões que tomou no passado.
Assim como o homem é uma máquina, ele constitui outras tantas pela mesma necessidade de sobrevivência, mas as mesmas máquinas que lhe tornam a vida mais prática também podem extingui – lá. Quantos cientistas que tinham o objetivo de sua descoberta ser usado no tratamento de uma doença e mais tarde se tornou uma letal contra humanidade. È citado que “todo homem tem uma sala de tortura e nem sabem disso”, uma observação sem dúvida profunda e desconcertante pois o homem sempre está em contato com seus medos e seus monstros e muitos não se dão conta disso pois não tem tempo para se perceberem.  
O racionalismo afasta o ser humano de lidar com suas emoções e hoje vemos o homem mais racional do que nunca, existe uma diferença entre entendimento e vivência, e nos dias de hoje tudo está muito mecanizado desde uma simples rotina doméstica até uma pesquisa científica.  Quanto mais racional uma pessoa se torna mais dificuldades ela vai ter de lidar com suas emoções, por isso tantas diferenças de comportamento de algumas décadas atrás para hoje.

Alice Alfaro e Candice Mollona