quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Psicanálise e Arte: Freud e Leonardo da Vinci

        Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, perto de Vinci, a 15 de abril de 1952. Era filho do notário Pierro de Antônio da Vinci e de uma camponesa, Catarina. No ano do seu nascimento, o seu pai casou com uma mulher muito mais nova. Albiera di Giovanni Amadori. Leonardo foi separado da mãe aos cinco anos de idade e, a partir de então, passou a viver com o pai.
       
         Leonardo era um sujeito de vida singular, quanto à sexualidade, pelo que consta, nunca manteve relações afetivas ou intectuais com mulheres, esteve sempre cercado de belos rapazes, e sempre rejeitou a sexualidade. Em seus estudos científicos, pouco estudou sobre os órgãos sexuais famininos.
      
          Cresceu no campo o que poderá justificar o seu amor pela natureza. Teve uma grande paixão por cavalos que, mais tarde foram objetos de magníficos estudos. Leonardo passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza ( Ludovico il Moro), em Milão, trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I.
       
        Leonardo era, como até hoje, conhecido principalmente como pintor. Duas de suas obras, a Mona LiSA e a Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos.
       
        Segundo Sigmund Freud, " Da Vinci foi alguém que acordou cedo demais da escuridão da Idade Média, enquanto os outros continuavam a dormir", e é assim que esse gênio das artes e da ciência pode ser definido, um homem à frente de seu tempo, que ainda intriga toda a humanidade com seus mistérios.     
       
        Por intermédio da biográfia sobre as lembranças de infãncia, Freud observa uma forte inibição em sua vida erótica, talvez por ter uma atividade sexual pobre ou inexistente, reduzida a uma homossexualidade "ideal". Da Vinci possui o dom de exprimir em sua criação mais secreta emoções, que possam por profundas mutações antes de contribuirem para a  criação artística. Assim no famoso sorriso leonandesco que possui a Giaconda ( o retrato de Mona Lisa Del Giacondo).
       
       Freud explica a transformação de uma fantasia materna de amamentação em uma fantasia passiva homossexual também pela idéia das teorias sexuais infantis, já que uma delas é a de que as mulheres também têm pênis. Somando a isso, o fato de que já em sua época Leonardo foi acusado de práticas homossexuais indica que seu homossexualismo ideal pode ser associado a essa infância, vinculado ao narcisismo: a idenficação com a mãe o faz procurar a si mesmo nos outros.
       
        O sorriso de Mona Lisa tem, para o estudo freudiano, grande importância. Leonardo viria a repetir o sorriso engmático, desinteressado ao mesmo tempo em que sensual de Mona Lisa, em todas as duas obras posteriores.
      
        Freud afirma que este sorriso reviveu nele lembranças relacionadas com sua mãe que jamais foram abamdonadas novamente.



Candice Mollona

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Psicanálise e Arte: Lacan e Van Gogh


           Vicente Van Gogh, nasceu em 1853, após seu nascimento já estava destinado a viver pela busca de sua identidade, uma vez que seus pais colocaram o nome do primeiro filho morto em Van Gogh (segundo) que nascera após a morte de seu  irmão, ao ler sua biografia me deparei com várias situações de busca por sua identidade e ele foi voraz em descobrir quem realmente era, mas não obteve sucesso. As situações vividas na infância com uma família rígida o tornou apático e solitário. Segundo Lacan o Eu possui uma estrutura paranóica, onde não conhecemos o que está em nós, então precisamos do outro para nos constituirmos nós mesmos. Quando se é apenas um bebê (sujeito) somos o que falam de nós, é a linguagem que está a nossa volta que nos determina como sujeito nesta época, precisamos do semelhante a nossa volta para reconhecermos nosso próprio corpo, precisamos do outro para nos constituirmos nós mesmos através da linguagem, após esse processo  constituímos o Ego. Fica claro que pela solidão vivida por V. G. e pela a substituição que seus pais tentaram lhe impor que sua constituição ficou abalada psiquicamente.

Segundo Lacan o desejo não é recalcado é verdadeiramente representado pelo inconsciente sem máscaras. E esse desejo de descobrir seu verdadeiro eu que Van Gogh foi em busca durante sua vida. Teve vários empregos mas nenhuma profissão. Suas relações eram conturbadas não tinha amigos se irritava com facilidade afastando as pessoas e ficando só.

Em suas obras notamos o peso das cores dos traços, através da arte Van Gogh conseguia expressar o que sua fala não era capaz de traduzir, durante sua vida pintou vários auto retratos na busca pelo seu Eu. Pintou cinqüenta e um auto retratos até sua morte
No sul de paris em Arles foi onde explodiu sua tendência para usar as cores em suas obras, aquelas que lhe tinham faltado na infância agora ele podia colocá-las em sua criações Durante sua vida o único afeto que recebeu foi de seu irmão Théo quatro anos mais jovem, o único que o compreendia, e também o ajudava financeiramente para poder produzir suas obras.
       
        Ao produzir suas obras V. G. conseguia expressar seus desejos, o que para Lacan é apenas o desejo pelo inconsciente e não é recalcado cito como exemplo sua última obra Corvos num campo de trigo, com rastro de dor, solidão e morte. Em vinte e sete de julho de 1890 deu um tiro em seu próprio peito e morreu dois dias depois.


 
Alice Alfaro

sábado, 15 de outubro de 2011

Psicologia de Massas do Fascismo – Wilhelm Reich

        Os revolucionários colocam em dúvida as idéias de Marx sobre os processos sociais.  Motivo: o desenvolvimento do fascismo, sobrepondo-se ao movimento socialista revolucionário.
      Uma nova prática revolucionária requer uma análise objetiva do movimento dos trabalhadores e do fascismo. O marxismo pressupõe a prática, cujo não conhecimento é sempre “explicado”. Mas a confirmação da prática, não existe.
      Era necessário um movimento subjetivo (ideologia das massas / perceber a estrutura do caráter das massas), não bastavam reclamações e o enaltecimento da fome e das necessidades, outros com a igreja, já o faziam.
     Para Marx é preciso “ir à raiz das coisas”, perceber as contradições. Só assim podemos vencer os movimentos reacionários.
    Paradoxo:  milhões de trabalhadores de países industrializados estavam na miséria e, ao contrário do esperado, ocorre o crescimento do fascismo e o retrocesso do movimento dos trabalhadores.

Estrutura Econômica e Ideológica na Alemanha
A falta de consciência de responsabilidade social ou “consciência de classe” como diria Marx, implica no agravamento da posição social do fascismo (movimento de reação política).

Como a Psicologia de Massa vê o problema
A situação econômica e a situação ideológica não coincidem.
Consciência política


     Em alguns casos a situação econômica coincide com a ideologia. Ex: quando os trabalhadores fazem greve por melhores salários ou alguém rouba para saciar a fome, ambos sofrem e agem por pressão econômica.
      A psicologia reacionária dará explicações irracionais para esses fatos. A psicologia social irá se preocupar em buscar explicações sobre por quais  motivos nem todos roubam para comer ou fazem greve por serem explorados. Porque alguns resistem e outros não?
     O que justifica a contradição ou as condutas irracionais das massas, para a psicologia de massa, é o que se chama de tradição. O que precisamos descobrir não é o que faz a massa AGIR, mas o que a INIBE. Isso é resultado do desconhecimento das ideologias ou da estrutura de caráter das massas (tradições).
     É importante reconhecer que o trabalhador médio trás em si uma esta contradição: sua estrutura psíquica resulta tanto de sua situação social (o que até poderia vir a ser revolucionário) como da atmosfera da sociedade.
      A questão para Reich é justamente compreender a clivagem que se dá entre a ideologia e a economia. A contradição entre as tendências revolucionárias e as tendências reacionárias (misticismo / forças psíquicas conservadoras / tradição).
A Função Social da Repressão Sexual
     Porque os homens se submetem a exploração e a humilhação moral
    Segundo Freud o código moral não tem origem divina, provém dos pais ou cuidadores, já na infância.
    Analisou a sociedade como se esta fosse um indivíduo e nos trouxe a possibilidade de compreender melhor a realidade, visto que tornou possível a compreensão da natureza da estrutura do homem.
    A repressão e o recalcamento sexual não são uma questão da cultura, mas de ordem social. Surge com o patriarcado autoritário e com as divisões de classe. Assume-se assim a família e os casamentos patriarcais. A religião nega o sexo e os desjos são erradicados. Acaba-se a pouca felicidade que ainda havia.
   A família patriarcal autoritária funciona como uma pequena fábrica onde as estruturas e as ideologias do Estado são moldadas, depois, vem a religião.
   A criança, reprimida sexualmente, e portanto com o impulso vital associado ao medo, deve aprender a se adaptar, como um ensaio para o que virá depois. É assim produzida a estrutura autoritária no homem.
   A mentalidade reacionária, fruto deste processo resulta em conservadorismo e medo de liberdade. As tradições gritam mais alto que as pressões econômicas.
   Logo, o problema da psicologia de massas é a ativação da maioria passiva da população, que contribui com o movimento reacionário. É preciso eliminar as inibições que impedem o desenvolvimento do desejo de liberdade, proveniente da situação econômica e social.
   O êxito sobre a psicologia de massas se dá através de uma ideologia que encontre eco em uma ampla camada de indivíduos, através da ênfase sistemática e constante de um objetivo final.
   Entender a psicologia de massas e o que as levam a agir como agem é a questão.

Alice Alfaro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nazismo e a Psicologia Analítica de Jung


   Jung, ao refletir sobre as conseqüências terríveis da primeira grande guerra para a psiqué coletiva do povo europeu, procura também as causas da destrutividade e do comportamento selvagem de culturas tão sofisticadas como a alemã, por exemplo.
Neste ensaio Jung diz textualmente: “o cristianismo dividiu o barbarismo germânico em sua metade inferior e superior e conseguiu assim - pela repressão do lado mais escuro - domesticar o lado mais claro e torná-lo apropriado à cultura. Enquanto isso, porém, a metade inferior está esperando a libertação e uma segunda domesticação. Mas até lá, continua associada aos vestígios da pré-história, ao inconsciente coletivo, o que significa uma peculiar e sempre crescente ativação do inconsciente coletivo. Quanto mais a visão cristã do mundo for perdendo sua autoridade incondicional, mais perceptivelmente a “besta loira” se agitará em sua prisão subterrânea, ameaçando sair, e assim, trazendo conseqüências catastróficas. Este fenômeno acontece no indivíduo como revolução psicológica, mas pode também manifestar-se sob a forma de fenômeno social.”
   
    O problema do nacional-socialismo e da psicologia coletiva alemã é extensamente tratado por Jung em Wotan, escrito em 1936, a psicose coletiva que já começava a se configurar em território alemão é descrita a partir da imagem arquetípica de Wotan, deus nórdico pagão dos germânicos, das tempestades, da efervescência, da inspiração e da guerra, entre outros atributos.
Jung interpretou o nacional socialismo como fenômeno patológico, de identidade. Uma irrupção do inconsciente coletivo. "Wotan” havia tomado posse da alma do povo alemão. Jung traça o paralelo entre Wotan redivivo e o fenômeno nazista, onde Wotan é uma personificação de forças psíquicas corresponde a "uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um "fator" psíquico de natureza irracional, um ciclone que anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura". Os fatores econômicos e políticos pareceram a Jung insuficientes para explicar todos os espantosos fenômenos que estavam ocorrendo na Alemanha. Wotan reativado no fundo do inconsciente, Wotan invasor, seria explicação mais pertinente.
   
   Procurando caracterizar dentro do referencial arquetípico a nuvem obscura que já toldava os céus europeus, Jung lembra neste texto que quando há o domínio da massa, o indivíduo cessa de comportar-se de forma adequada, regida pelos cânones que até então orientavam sua consciência. Dominam estão os arquétipos do inconsciente coletivo, com conseqüências imprevisíveis.
   
    Na cultura atual, a sofisticada noção de códigos legais e de ética é sugada pela psicose de massa, que tudo anula, transformando os indivíduos em serviçais de alguma força arquetípica do inconsciente coletivo, seja o mito da raça superior, ou do herói, cuja figura arquetípica foi projetada no Führer ou no Duce Benito Mussolini.
Quando toda a nação está desagregada social e economicamente, como a Alemanha após a primeira grande guerra, ela se torna especialmente suscetível a todo tipo de projeção arquetípica do tipo messiânico e soteriológico. Como escreve Jung: “Não foi fácil contemplar como toda a Alemanha respirou aliviada quando um psicopata megalomaníaco disse: ’Eu assumo a responsabilidade’ “.

   Na verdade este é o diagnóstico dado a Hitler, além de ter o líder nazista acentuados traços de pseudologia fantástica, isto é, uma marcante mitomania, com crença absoluta em suas próprias mentiras. Entretanto, se esta é a personalidade capaz de comover e liderar toda uma nação, é porque ela encarnou forças do inconsciente coletivo deste povo, pelo menos em dado momento histórico.
  
    Na psicopatia, assim como na histeria, Jung nos lembra, ocorre uma enorme dissociação da Sombra, uma cisão que leva fatalmente a constantes e perigosas atuações. “E quando não é mais possível negar o mal, surge o ’super-homem e o herói’ que se enobrece pela envergadura de suas metas”.
Jung procura entender todos estes fenômenos que afetam o homem civilizado ocidental, usando mesmo o parâmetro transcultural, a partir da convivência que teve com povos assim chamados primitivos. Na verdade, os atos colonialistas de agressão que o homem branco chamado civilizado cometeu contra os povos pré-letrados são inumeráveis.



    Psiquiatra suíço, nasceu no ano de 1875, em Kesswil. Seu pai era um pastor protestante, e, sua vivência, aguçou o pensamento analítico de Jung acerca da espiritualidade. Graduou-se em medicina em 1902, pelas universidades de Basiléia e Zurich, teve amplo conhecimento cultural e intelectual. Jung elaborou uma variação sobre a obra de Sigmund Freud e a psicanálise, interpretando os distúrbios mentais como uma forma patológica de procurar a auto-realização pessoal e espiritual.


Candice Mollona

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sociedade de Consumidores


      A Sociedade de consumidores relata um tipo de sociedade que interpela seus membros, ou seja, dirige-se a eles, os saúda, apela a eles questiona-os, mas também os interrompe e 'irrompe sobre' eles, basicamente na condição de sonsumidores.
    
     A sociedade de consumidores, em outras palavras, representa o tipo de sociedade que promove, encoraja ou reforça a escolha de um estilho de vida e uma estratégia existencial consumistas, e rejeita todas as opções culturais alternativas. Uma sociedade em que se adaptar aos preceitos da cultura de consumo e segui-los estritamente é, para todos os fins e propósitos práticos, a única escolha aprovada de maneira incondicional.
 Consumir, por tanto, significa investir na afiliação social de sí próprio, o que, numa sociedade de consumidores, traduz-se em vendabilidade.

    Os membros da sociedade de consumidores são eles próprios mercadorias de consumo, e é a qualidade de ser uma mercadoria de consumo que os torna membros autênticos dessa sociedade. Torna-se e continuar sendo uma mercadoria vendável é o mais poderoso motivo de preocupação do consumidor, mesmo que em geral latente e quase nunca consciente. É por seu poder de aumentar o preço de mercado do consumidor que se costuma avaliar a atratividade dos bens de consumo, os atuais ou pontenciais objetivos de desejo dos consumidores que desencadeiam as ações de consumo.

    Para fazer parte desta sociedade, é preciso ser consumidor por vocação e o consumo passa a ser um guia das escolhas aparentemente livres, mas em si carregadas de conteúdos pré determinados. Não há distinção de classes, gêneros ou idade. Todos precisam gastar (consumir) para manterem-se posições socialmente aceitas.
  
    Qual a diferença dessa situação para a sociedade de consumo de hoje? O que a torna uma novidade histórica, não é o fato do consumo, nem do “consumismo”. É o fato de que nossa sociedade, mais do que nunca, não é uma sociedade “de consumo”. É uma sociedade de produção. Os meios tecnológicos para a produção em massa se tornaram tão eficientes, tão “racionais” no sentido estritamente econômico do termo, que simplesmente as coisas ficaram baratas demais. O consumismo existe, em primeiro lugar, porque se tornou muito mais possível consumir.

   Criamos um espaço em que se convencionou associar a aquisição de mercadorias e bens de consumo a status e felicidade. Nossas necessidades, cada vez em maior número e cada vez mais necessárias, pelo menos no que se convencionou como necessidades ‘básicas’, condicionam a um determinando padrão de vida, que passa a diferenciar as pessoas pelo que elas têm, pelo que elas usam.

  O assunto não se esgota, que seja sempre possível a reflexão. Não temos verdades, mas apenas uma inquietação sobre o tema. Suspeitamos que tenhamos nos tornado mercadoria da sociedade de consumo, pois ela dita as regras e passamos a cumprir.

Alice Alfaro e Candice Mollona

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Reflexão do filme - Ponto de Mutação

PONTO DE MUTAÇÃO
            
            O filme trata de muitas questões que levam o ser humano a questionar sua existência, os acontecimentos, o passado e o futuro dentro do próprio presente, nesse encontro com pessoas completamente diferentes e olhares distintos a partir de suas percepções. Nos é mostrado o quanto o ser humano se debate e é inquieto por seu próprios questionamentos, em umas das afirmações ouvimos que “nenhum santo sustenta-se só” observo aqui a necessidade de fé do homem de acreditar em algo que lhe seja superior espiritualmente e  onde ele possa colocar seus anseios e necessidades, onde em algum momento por determinada situação ele pode se mostrar com fragilidade diante dessa superioridade. O homem tem a necessidade de não estar só “nenhum homem é uma ilha” quantas conquistas vividas por nós hoje que só puderam ser descoberta por grupos de pesquisadores, cientistas, a socialização faz parte da necessidade do ser humano se constituir como indivíduo, “ser ou não ser” o ser humano tem o livre arbítrio para tomar suas decisões e ver que sua vida são o resultado das próprias decisões que tomou no passado.
Assim como o homem é uma máquina, ele constitui outras tantas pela mesma necessidade de sobrevivência, mas as mesmas máquinas que lhe tornam a vida mais prática também podem extingui – lá. Quantos cientistas que tinham o objetivo de sua descoberta ser usado no tratamento de uma doença e mais tarde se tornou uma letal contra humanidade. È citado que “todo homem tem uma sala de tortura e nem sabem disso”, uma observação sem dúvida profunda e desconcertante pois o homem sempre está em contato com seus medos e seus monstros e muitos não se dão conta disso pois não tem tempo para se perceberem.  
O racionalismo afasta o ser humano de lidar com suas emoções e hoje vemos o homem mais racional do que nunca, existe uma diferença entre entendimento e vivência, e nos dias de hoje tudo está muito mecanizado desde uma simples rotina doméstica até uma pesquisa científica.  Quanto mais racional uma pessoa se torna mais dificuldades ela vai ter de lidar com suas emoções, por isso tantas diferenças de comportamento de algumas décadas atrás para hoje.

Alice Alfaro e Candice Mollona